Mostrar mensagens com a etiqueta Lesgislativas 2015. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lesgislativas 2015. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Plafonamento da Segurança Social. Passos defendia reforma radical em 2010, paga com dívida

LEGISLATIVAS 2015
Helena Pereira  -  30/7/2015, 13:18

Passos chegou a defender mais emissão de dívida pública para pagar plafonamento da segurança social. 
Agora é mais cauteloso - e remete pormenores para diálogo em concertação social.





















Pedro Passos Coelho não concretizou na apresentação do programa eleitoral do PSD/CDS o modo como será feito o plafonamento da segurança social, mas antes de ser primeiro-ministro o próprio admitia que esta reforma poderia ser mais arrojada e custeada com mais emissão de dívida pública. 
Aliás, na linha do que o PSD já defendera no passado. 
Em 2007, o PSD entregou um projeto de lei para a reforma da segurança social em que previa que o custo com o período de transição do plafonamento atingisse os 9 mil milhões de euros – por coincidência, o mesmo valor que o PSD diz que custa a reforma das pensões do PS com a redução da TSU.

O que é o plafonamento da segurança social? 
PSD e CDS defendem que a partir de determinado montante do salário (que ainda não querem fixar) o trabalhador não seja obrigado a descontar obrigatoriamente para a segurança social. 
Haveria assim um teto máximo de descontos obrigatórios. 
Os restantes descontos podem ser feitos ou para um sistema privado ou para o atual sistema público. 
Isto significa que, a partir do momento em que entra em vigor o plafonamento, o sistema público de segurança social perde receitas que são ‘desviadas’ para sistemas privados.

No livro “Mudar”, lançado em 2010, Passos defendeu o plafonamento, admitindo que pudesse ser feito já com todos os trabalhadores no ativo – agora, é mais prudente e propõe só para os novos trabalhadores. 
“Se isto se poderia fazer, de imediato, com as pessoas que entram agora na força de trabalho, para os que já cá estão e para os atuais reformados, os encargos das suas pensões seriam assegurados, por parte do Estado, pela emissão de dívida pública, saldando-se deste modo os encargos estatais com esta importante área”, escreveu Passos em 2010. 
O livro foi lançado escassos meses antes de rebentar a crise das dívidas soberanas – na Grécia -, que acabou por empurrar os países periféricos do euro para um enorme problema de financiamento das suas dívidas.

No projeto de lei de 2007, o PSD previa que o período de transição fosse custeado pelo Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social e pela receita com a introdução de portagens nas SCUT (entretanto colocadas em 2010). 
Mas isso podia não ser suficiente. 
“O PSD considera igualmente que, na estrita medida do necessário face à adesão ao novo sistema por parte dos trabalhadores por conta de outrem já inscritos na segurança social com idade inferior a 35 anos, que se justifica recorrer à emissão de dívida pública consignada de longo prazo até ao montante máximo de 9 mil milhões de euros”, lê-se no projeto de lei elaborado pela equipa do então líder social-democrata Luís Marques Mendes e que foi chumbado no Parlamento.

Nesta altura, o PSD propunha um plafonamento vertical, ou seja, para todos os trabalhadores, enquanto hoje em dia propõe um plafonamento horizontal – voluntário e só aplicável a trabalhadores acima de determinado salário, sendo que propõem em contrapartida um teto para o pagamento de pensões por parte do Estado.

No programa eleitoral, o PSD/CDS têm apenas três frases sobre esta reforma: “A introdução, para as gerações mais novas, de um limite superior para efeitos de contribuição, que em contrapartida também determinará um valor máximo para a futura pensão. 
Dentro desse limite, a contribuição deve obrigatoriamente destinar-se ao sistema público e, a partir desse limite, garantir a liberdade de escolha entre o sistema público e sistemas mutualistas ou privados. 
Esta reforma, que deve ser analisada em sede de concertação social e objeto de um consenso alargado, deve ser feita em condições de crescimento económico sustentado”.

Dentro da coligação esta matéria também não foi pacífica. 
O CDS ao longo dos anos foi sempre cauteloso e defendeu sempre que se trata de uma reforma que só poderia ser feita em anos de crescimento económico, pois a redução imediata de receita desestabilizaria as contas públicas. 
Com crescimento económico, diminuem encargos com subsídios de desemprego e haverá mais trabalhadores a descontar, o que poderia atenuar as menores receitas derivadas da redução de contribuições dos trabalhadores com salários mais elevados.

Essas condições de crescimento económico também não são fixadas pela maioria, que remete todos os pormenores para a concertação social. 
Se houve matéria em que o PS foi rápido a comentar foi esta proposta de plafonamento, com António Costa a acusar PSD/CDS de “fúria privatizadora” por querer agora “privatizar a segurança social”.

O PS sempre rejeitou falar em plafonamento da Segurança Social por considerar que não se pode afastar do sistema público os trabalhadores com maiores salários e que mais podem contribuir para a solidariedade do sistema. 
Em contrapartida, fez uma reforma introduzindo um fator de sustentabilidade que, na prática, é uma penalização calculada com base no aumento da esperança média de vida. Quanto mais aumenta a esperança de vida, mais tempo as pessoas terão que trabalhar.

A reforma de Vieira da Silva prevê o princípio do plafonamento – que prevê que parte das contribuições possa ser aplicada em regimes de capitalização financeira – mas na Assembleia da República, em 2006, o então ministro disse que isso se devia a “respeito democrático” para com executivos de outras orientações políticas que viessem a governar e que o Governo de então não o queria aplicar.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Paulo Mota Pinto fora das listas de deputados da coligação PSD/CDS

LEGISLATIVAS 2015
Agência Lusa  -  30/7/2015, 17:22

O ex-vice-presidente social-democrata Paulo Mota Pinto está fora das listas de candidatos a deputados da coligação PSD/CDS às próximas eleições legislativas.





















O ex-vice-presidente social-democrata Paulo Mota Pinto está fora das listas de candidatos a deputados da coligação PSD/CDS às próximas eleições legislativas que serão votadas em Conselho Nacional do PSD, disseram à agência Lusa fontes sociais-democratas.

Contactado pela agência Lusa, Paulo Mota Pinto recusou-se a comentar, mas salientou desejar que a coligação PSD/CDS “renove a maioria absoluta” nas eleições do próximo dia 04 de outubro, considerando ser esse “o melhor resultado para o país”.

Paulo Mota Pinto foi um dos primeiros a defender no PSD um limite constitucional à dívida, tendo repetidamente sustentado a necessidade de acordos de longo prazo entre os dois maiores partidos portugueses (PSD e PS) sobre questões essenciais para a governabilidade do país.

Nesta última sessão legislativa, demarcou-se algumas vezes da posição oficial do PSD no parlamento, alertando para a inconstitucionalidade de iniciativas legislativas como a “lista de pedófilos” (a qual acabou por ser alterada ainda pelos deputados) e o crime de “enriquecimento injustificado”, que esta semana foi declarada inconstitucional por unanimidade pelo Tribunal Constitucional.

Professor universitário de Coimbra e antigo juiz do Tribunal Constitucional, Paulo Mota Pinto foi vice-presidente da direção do PSD liderada por Manuela Ferreira Leite, é deputado desde 2009 e na última legislatura foi eleito pelo círculo eleitoral de Lisboa.

Paulo Mota Pinto foi o redator do programa eleitoral com que o PSD se apresentou às eleições de 2009, até 2011 exerceu funções como presidente da Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças e na atual legislatura desempenhou as funções de presidente da Comissão Parlamentar de Assuntos Europeus.

E a pergunta para as legislativas é…

LEGISLATIVAS 2015
COMENTÁRIOS  -  30/7/2015, 17:35

Lidos os programas da coligação e do PS, é mesmo uma proposta socialista que vai marcar a campanha e o voto a 4 de outubro. 
A pergunta para as legislativas é...

Debates televisivos. Portas convidado para os frente a frentes

LEGISLATIVAS 2015
Helena Pereira  -  30/7/2015, 18:03

Proposta das televisões seguiu esta quinta-feira para os partidos. 
Amanhã, é a reunião decisiva para acertar modelo de debates.





















O líder do CDS, Paulo Portas, foi convidado pelas estações de televisão para participar nos frente a frentes cruzados sobre as eleições legislativas. 
A proposta seguiu esta quinta-feira para os vários partidos, uma vez que esta sexta realiza-se a terceira reunião entre canais de televisão e partidos para acertar o modelo de debates.

Os Verdes reclamaram tratamento igual ao CDS, uma vez que integram também uma coligação, a CDU, com o PCP. 
Mas o entendimento das direções de informação não foi esse, tendo-se baseado naqueles que são os partidos que concorrem sozinhos às eleições legislativas. 
Ora, Os Verdes nunca se candidataram sem ser em coligação.

Na última reunião, na terça-feira, o PS declarou que não estava disponível para debater a dois com o CDS pois a coligação Portugal à Frente já estava representada por Pedro Passos Coelho. 
O PSD, por seu lado, mostrou-se indisponível para fazer três frente a frente Passos/Costa (um em cada canal) em nome da equidade das candidaturas.

A proposta inclui ainda um debate conjunto com as cinco principais candidaturas, coligação PSD/CDS, PS, CDS, BE e PCP.

Mário Centeno critica “bombas atómicas” do PSD/CDS. “Onde estão os números?”

LEGISLATIVAS 2015
Helena Pereira  -  30/07/2015

PS não poupa programa eleitoral do PSD/CDS e lamenta falta de cálculos de impacto orçamental das medidas. 
"Não é assim que se faz política".




















Mário Centeno, candidato a deputado e coordenador do cenário macroeconómico do PS, critica a ausência da quantificação de medidas no programa eleitoral da coligação PSD/CDS, considerando mesmo que se pode estar perante autênticas “bombas atómicas”. 
É o caso do plafonamento das pensões.

Em declarações ao Observador, o economista lamenta que se não se possa discutir com seriedade as propostas do PSD/CDS. 
“Não é assim que se faz política, muito menos em tempo de eleições. 
Aos olhos de um economista o que salta à vista é o que não está lá. 
Não está nada quantificado. 
Não estão identificados os custos de cada medida de modo individual. 
E há aqui potenciais bombas atómicas”, afirmou.

No caso do plafonamento da segurança social, Centeno diz que se pode estar perante uma medida com um impacto de 2,3 mil milhões de euros a menos nos cofres da Segurança Social. 
“Se estivermos a falar de descontos opcionais para outros sistemas em salários acima dos 2.000 euros, isso significaria 17% das receitas da segurança social, o que daria 2,3 mil milhões de euros”, explicou, salientando que em Portugal apenas “8% dos trabalhadores recebem mais de 2.000 euros”.

Quando o PS apresentou o seu cenário macroeconómico, o PSD enviou um conjunto de 29 perguntas a pedir mais detalhe nas contas apresentadas e os socialistas (ou melhor, Mário Centeno) responderam-lhes. 
Questionado pelo Observador se vai optar pelo mesmo método e questionar o PSD, o economista nega. 
“As perguntas são feitas por vocês e pelos cidadãos, é legítimo toda a gente fazer perguntas”.

Mas o programa do PS não diz em detalhe quanto vale cada medida apresentada. 
Centeno diz que essas contas existem. 
“Essas quantificações vão aparecer mas de qualquer forma 95% das medidas com incidência orçamental já estão quantificadas no cenário macroeconómico”, explica.

Centeno questiona o custo também de medidas como a reposição dos 4º e 5º escalões do abono de família, novos apoios para os avós e apoios domiciliários. 
De qualquer forma, confessa que não achou “estranho” a omissão do PSD/CDS a avaliar pelo “calibre” das perguntas que lhe foram feitas a propósito do cenário macroeconómico que revelavam “desconhecimento” das matérias.

O economista diz ainda não ter encontrado “verdadeiramente nenhuma reforma estrutural” e, sobre as isenções de TSU propostas para o interior, lembra que já existem atualmente cerca de “460 milhões de euros em isenção em Taxa Social Única”.

Também o secretário-geral do PS, António Costa, comentou esta quinta-feira a ausência de cálculos da coligação PSD/CDS, depois dos sociais-democratas terem criticado o PS por mostrar poucos números. 
“Nesta fase da vida nacional, não é possível apresentar um programa sem apresentar contas. 
No caso do PS foi duro, porque durante muito tempo fomos criticados por não fazermos promessas, mas apresentámos depois um cenário macroeconómico com o estudo do impacto e da exequibilidade de cada medida que propusemos”, declarou, considerando que o exercício do PS é “mais prudente”.

Listas de deputados. CDS lança quatro estreantes

LEGISLATIVAS 2015
Rita Dinis  -  30/07/2015

CDS e PSD aprovam esta noite as suas listas de candidatos a deputados, onde se incluem Mariana Ribeiro Ferreira, Vânia Dias da Silva, Francisco Mendes da Silva e Ana Rita Bessa.


















Mariana Ribeiro Ferreira, Vânia Dias da Silva, Francisco Mendes da Silva e Ana Rita Bessa são, segundo avança o jornal Expresso, as novidades que vão estar em cima da mesa do Conselho Nacional do CDS, que se reúne esta noite para aprovar as listas de candidatos a deputados nas listas da coligação Portugal à Frente. 
Tudo nomes que, a serem eleitos, serão estreantes na bancada dos deputados no Parlamento, mas que estão longe de ser estranhos dentro do partido e dentro dos corredores da Assembleia da República.

Mariana Ribeiro Ferreira foi presidente do Instituto de Segurança Social e assessora do grupo parlamentar do CDS, enquanto Vânia Dias da Silva trabalha diretamente com Paulo Portas na qualidade de subsecretária de Estado-adjunta do vice-primeiro-ministro. 
Já Francisco Mendes da Silva é dirigente nacional do CDS, advogado, fiscalista e comentador político. 
Ana Rita Bessa é igualmente dirigente nacional do partido (faz parte da Comissão Política), sendo economista de formação.

Ainda não é certo por que círculo eleitoral irão a votos, mas ao que tudo indica, estarão em lugares potencialmente elegíveis.

De resto, as caras serão mais ou menos as mesmas que integravam as listas de 2011. 
Sem cabeças de lista, Paulo Portas segue como número 2 em Lisboa, sendo que no seu círculo habitual – Aveiro – cede o lugar ao secretário de Estado João Almeida. 
Dos atuais ministros só Pires de Lima fica de fora, por opção. Pedro Mota Soares concorre pelo Porto, atrás dos sociais-democratas José Pedro Aguiar Branco e Marco António Costa (que têm o primeiro e segundo lugares), e Assunção Cristas volta a concorrer por Leiria.

Também a deputada Cecília Meireles deverá seguir-se a Mota Soares, no Porto, o atual líder parlamentar Nuno Magalhães manter-se-á em Setúbal e Telmo Correia voltará a concorrer em Braga. 
A deputada Teresa Caeiro deixará Lisboa para ir a votos noutro círculo menos concorrido, em posição seguramente elegível, e outros rostos habituais da bancada centrista como Hélder Amaral, Filipe Lobo d’ Ávila, Abel Batista ou João Rolo, também estão nas listas.